domingo, 18 de setembro de 2011

Fotografia: da analógica à digital

A fotografia surgiu no século XIX, mais precisamente na primeira metade do século, quando ela se popularizou a partir de uma série de inovações nos processos fotográficos. Teve sua evolução marcada pelas observações aos eclipses solares feitas através de câmeras obscuras pelos físicos e astrônomos. A câmera obscura também começou a ser utilizada pelos pintores, desenhistas e artistas plásticos, como o Leonardo da Vinci. No início, as câmeras obscuras tinham um tamanho relativamente grande, o que com o tempo foi diminuindo, de modo que os artistas pudessem carregá-las com maior facilidade. As câmeras obscuras no início faziam imagens que desapareciam logo após serem reveladas, elas não resistiam nem a luz nem ao tempo. Foram muitas pesquisas feitas no sentido de melhorar o processo litográfico de impressão, a princípio começou com o francês Joseph Nicéphore Nièpce que depois de tentar várias fórmulas conseguiu fixar quimicamente sobre o papel, uma imagem positiva projetada no interior de uma câmera durante oito horas, no entanto, foi Louis Jacques Mandé Daguerre que ficou conhecido pela descoberta do princípio da fixação e responsável por imagens de melhor qualidade, com a invenção de um aparelho capaz de fixar a imagem, chamado daguerreótipo.
A fotografia analógica desde a sua descoberta teve pouca evolução, segundo Oliveira (2006, p. 3) “A cobrança por equipamentos mais leves e ágeis despertou nos fabricantes o interesse em investir no setor, provocando uma renovação no mercado [...]”, surgindo então a fotografia digital no final dos anos 80, fazendo com que as fotografias analógicas entrassem em declínio. A grande diferença entre esses dois tipos de fotografias é que a digital ao contrário da analógica que só podia registrar suas imagens no papel pode armazenar suas imagens nos mais diversos tipos de suporte, como computadores, DVDs, cartões de memórias, pen-drives e demais aparelhos eletrônicos, podendo ser transmitidas via satélite logo após serem produzidas, com maior rapidez.

 A fotografia nos remete a fatos históricos, as mais remotas lembranças, estão ligadas a sentimentos e a construção da memória da nossa vida e da nossa história. Assim, a fotografia é importante fonte de informação, não só na vida pessoal como no mundo profissional, pode ser de grande valia para nós profissionais da informação. Com este documento podemos criar acervos fotográficos em diversos tipos de Unidades de Informação, atendendo a  interesses de nossos usuários, nas mais diversas formas de suporte. Nesse contexto, destacamos o que diz Silva:

É sabida a importância dos acervos fotográficos nas instituições e organismos a serviço da informação como museus, arquivos, bibliotecas, escolas, municípios, órgãos estatais e empresas privadas, que acumulam e mantêm grandes coleções de fotografias, usadas para descrever os locais, as transformações e os eventos; explicar fenômenos científicos; como suporte pedagógico no contexto educacional; testemunhar acontecimentos históricos; auxiliar pesquisadores, enfim através da linguagem visual retratar a memória coletiva. Estabelecer uma política de recuperação de informação que contemple o pesquisador de imagens, é um dos desafios do profissional da informação, seja arquivista ou bibliotecário, profissionais da informação nesses acervos fotográficos. (SILVA, [200-?], p. 1).


De grande utilidade no dia-a-dia do profissional da informação, podemos dizer que este, tem um papel de grande importância, para a coleta, recuperação e preservação desse tipo de documento.


REFERÊNCIAS:

MAYA, Eduardo Ewald. Nos passos da história: o surgimento da fotografia na civilação da imagem. Discursos Fotográficos, Londrina, v. 4, n. 5, p. 103-129, jul./dez. 2008. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1928/1661>. Acesso em: 15 set. 2011.

OLIVEIRA, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. 2006, 8 p. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf>. Acesso em: 16 set. 2011.

SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [200-?]. 8 p. Disponível em: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=186744>. Acesso em: 18 set. 2011.  

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